domingo, 31 de maio de 2009

Woofer Excursion Test

Como nossa colega Adriana Amaral sugeriu, em seu comentário ao nosso texto, a faixa produzida por Scandy como leitmotif, resolvemos postar aqui o vídeo.

To drop botton without bottoming out!

Em seguida uma sugestão nossa. Chemical Brothers.

Advertência: Sem subwoofer perde boa parte da graça!




quarta-feira, 27 de maio de 2009

Composing the sounds themselves

Aula de Stockhausem em 1972 sobre a síntese e a organização dos sons.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Teste de freqüências

Teste de audição que vai de 20 Hz a 20 kHz. Podemos perceber como no campo dos subgraves as diferenças entre freqüências são menos perceptíveis. Por um lado as distâncias são menores, claro, mas por outro o som reproduzido confunde-se, por vezes, com a vibração dos objetos. Os alto-falantes vibram (bastante) com sons muito graves, produzindo suas próprias emissões em ressonância com o som original. O reconhecimento preciso de sons graves é dificultado pelo fato destes produzirem efeitos em zonas muito próximas na membrana basilar, sobrepondo-se. Elas incidem em uma banda crítica. Por essa razão, a percepção da altura das notas muitas vezes perde parte de sua importância na afetação que os sons graves produzem em nossos corpos.

Interessente notar, da mesma forma, como tanto os sons muito graves como os muito agudos vão sendo gradativamente ouvidos em volume mais baixo.

Mais um teste

Outro teste de graves. Em uma segunda parte, o teste faz um entrecruzamento de freqüências. Aqui são nítidos os batimentos provocados pela superposição.

Terremoto

Cena do conhecido filme da década de 70. Muito embora boa parte dos sistemas de som ligados a computadores domésticos não apresente uma fidelidade muito grande, é bastante clara a presença constante de uma faixa de freqüências bem graves acompanhando a seqüência.

Enquanto os efeitos visuais tornaram-se datados e, muitas vezes, risíveis, a presença impactante (em uma sala devidamente equipada, claro) do som ainda produz efeitos bastante fortes.

Os comentários postados são também uma curiosidade à parte. Por exemplo:

"I LOVE THIS MOVIE!!!!!! I remember seeing it at the Cinerama Dome in Hollywood. The EARTHQUAKE scenes in SENSURROUND where freaking awesome. I don't know why Universal hasn't released a dolby digital 5.1 version. Can you imagine all the extras if Universal actually took the time to go through their vaults. And to include both the theatrical version and unedited television version would would make EARTHQUAKE MOVIE FREAKS LIKE ME SO DAYUM HAPPY! Wake up Universal release a DVD that fans deserve."

postado por wstcstltn



domingo, 22 de março de 2009

A alta fidelidade como um projeto masculino

Boa parte da propaganda do governo dos Estados Unidos durante e após o período da Segunda Grande Guerra era destinada à mulher. A "rainha do lar" havia tornado-se o alvo preferido da publicidade que utilizava os avanços tecnológicos como chamariz para a venda de produtos para a casa. Por mais que esse cotidiano tecnológico estivesse distante do imaginário doméstico suburbano da maior parte dos lares norte-americanos, era inevitável encontrar-se a menção a avanços como a energia nuclear nos mais simples eletrodomésticos, como no anúncio de 1955, em que a General Electric vangloria-se de ter fornecido energia para os primeiros hambúrgueres feitos com energia atômica. “Atomburgers coming right up!” (apud TAYLOR 2001, p. 77)
Em casa, restava ao homem o espaço da sala que era ocupado, nas décadas de 40 e 50, pelo rádio e pela televisão. Nos anos 50 e 60, o som de “alta-fidelidade” (high fidelity) ocupou essa posição masculina na arquitetura dos lares americanos. Assim, para autores como Timothy Taylor e Keir Keithtley, a questão do som doméstico e do desejo de fidelidade assumido por essa escuta, seria também uma questão de gênero.
Como indicamos no texto, seguem algumas das capas de LPs da época. Esses títulos foram citados por Taylor em seu livro "Strange Sounds". Podemos ver a presença, quase sempre, de uma bela mulher (sensual e com pouca roupa) e algum artefato da Era Espacial.